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domingo, 23 de fevereiro de 2020

AINDA VOU A TEMPO...

     

 Ainda vou a tempo...


      A mei muito, mas nunca quis revelar,
      B em guardado ficou o nome de quem não soube o que foi o meu amar.
      C ontei dias, meses...
      D ei conta do meu pobre coração que só sabe o que são reveses
      E como não soube ter pena dele
      F icou partido e agora qu' é dele?
      G rudado numa agonia prevista!
      H oje choro, arrependo-me... já se me encarquilha a pele da vista!
      I magino tardiamente o que seria amar sob os lençóis
      J untinhos num só, sem se perceber que éramos dois,
      L etargicamente acordar agarradinhos,
      M ostrar ao mundo nossos carinhos,
      N amorar como se fosse a primeira vez,
      O rgulhar-me daquilo que o meu corpo fez...!
      P enalizar-me agora para quê?
      Q ue me adianta se ninguém sabia, nem você?
      R esta-me guardar como se fosse memórias,
      S upostamente estas nossas estórias.
      T udo farei para romper com o passado,
      U ltrapassar fica o fardo menos pesado.
      irar esta página é a melhor solução,
     ingar-me, não apaga o que o tempo escreveu.
      Z angar-me? -Também não serve esta ocasião! -seguir em frente, ainda vou
.                                                                                                          a tempo... porque não?

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

... MELHOR MÁSCARA!


... MELHOR MÁSCARA!



       A s máscaras da vida apreciada:

       B eleza, singeleza e também hipocrisia!

       C ada uma delas tem o próprio significado

       D estilando essência concreta às claras.

       E m época d' Entrudo há outras máscaras

       F estejando a vida, outra poesia!

       G arridas, alegóricas ao quotidiano,

       H avendo uma catrefada de modelos e cores

       I nventando vidas consoante a época!

       J aneiro a janeiro de ano p'ra ano

       L ogrando vida com felicidade hipotética,

       M eio caminho prá passagem no palco dos atores!

       N o Carnaval temos uma panóplia d' enfeites

       O rnamentando a vida, p'los três dias,

       P arafraseando sátiras e colorindo ruas,

       Q uestionando certos modos de vida,

       R eacendendo vidas no lamiré de folias

       S audáveis e criativas, abonando gentes,

       T ocando vidas prá frente, dançando...

       U nindo por escasso período de tempo gentes

       V árias numa roda-viva, cetim cruzando

       X adrez, riscas e pintarolas! Meio mundo

       Z argateando p'la melhor máscara!


© Ró Mar  

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

O ABECEDÁRIO DE UMA VIDA


O abecedário de uma vida


      A ntes que digas mais e não valha a pena,
      B asicamente já refizeste a tua vida;
      C ada um seguirá o seu caminho!

     D izes isso porque não percebes.
     E nfim!

     F az como quiseres.
     G asto demasiado vocabulário, contigo.

     H aja paciência!
     I gnoras-me, não posso fazer nada.
     J untos, seriamos a mais bela estória de amor.

     L embras-te quando te disse que te amava?
     M andaste-me dar uma volta.
     N ão foi? - Já te esqueceste?
     O problema sabes qual foi? - fazeres caso da tua mãe.
     P odíamos ter sido tão felizes!
     Q ueres agora, mas já é tarde.
     R esta-nos a lembrança desses tempos.

     S audades, queres tu dizer - como as tenho!
     T olda-se-me o coração!
     U sasse eu a cabeça, mas tinha medo!
     V erdade seja dita, lá em casa todos tínhamos medo - mãe é pior que ditador,
         pelo menos a minha!
     X eque-mate pra mim mesmo! - como me arrependo.

     Z angámo-nos e como me magoou - oh se magoou, tirou-me um pedaço de
         vida. A vida que  queria ter vivido contigo e não vivi. Agora tudo se atrasou,
         até os filhos...

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

UNO AMOR P'LOS CONTINENTES!


UNO AMOR P'LOS CONTINENTES!



      A mais linda história d' amor

      Brinda paixão em flûtes de cor

      Com corações de confete plural,

      Degustando a magia descomunal

      Entre o céu e a terra à luz das estrelas,

      Figurando inúmeras aguarelas,

      Guaches, pastéis, lápis de cor...

      Harpeando o ninho do amor,

      Imaginando pinturas d' estilo,

      Jóias de galeria de tudo aquilo!

      Lenços pintados, outros bordados,

      Monograma real dos namorados

      Na típica união das mãos dadas,

      Ode de mui traços e palavras cruzadas

      P'lo jardim encantado, passeando

      Quase à beira mar, num azul, beijando

      Roseiras e mui flores de namorar,

      Semeando amor natural p'lo ar,

      Trauteando formosa canção, laço

      Unindo o céu e a terra num abraço

      Viral, contagiando fados viajantes,

      Xaile saudoso dos amantes

      Zelando uno amor p'los continentes!

© Ró Mar