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terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

AS MINHAS CORES


AS MINHAS CORES


Como gosto do verde da campina,
Da erva que cresce e do orvalho que goteja;
Não sinto inveja! - d' ela só admiração.

Daquela porção de terra que me alegra desde menina,
Deixo repousar a minha mente.
Há tantas lembranças, tantas sensações,
Que hoje aquilo que sou ou sinto,
São a semente dessas recordações.

Recordo o amarelo das azedas-
As veredas não teriam o mesmo encanto sem elas;
As belas estevas; brancas como névoas
Que felizmente não embaçam o meu olhar;
O coaxar das rãs nos charcos das águas da chuva,
A uva ainda pintalgada de verde e roxo,
O mocho cinzento/castanho que pia pra lá das manhãs,
O rebanho que pasta sob o azul do céu,
O meu cachorro preto que acha que não basta o ladrar seu!
E eu não me canso de ver o pôr-do-sol;
Aquele entardecer onde o vermelho e o laranja
Lembram que vem a noite no arrebol
E com ele o alvorecer onde tudo terá vida sob a granja!

© RAADOMINGOS

domingo, 23 de fevereiro de 2020

A S C O R E S D A V I D A


   A S  C O R E S  D A  V I D A


      Azul oceânico no meu coração,
      Sabe a vida dum amar a cor-de-rosa!

      Cristalino olhar dum branco d' encantar
      Olhando para o amarelo dourado do Sol,
      Recordando vermelho paixão,
      Escorrendo as lágrimas anil a par e par
      Sob a esperança dum verde dia ao arrebol.

      Dia mesclado dum branco e preto num papel
      Amarrotado por uns traços cinza nevoeiro.

      Vida a minha que não tem nenhuma cor definida,
      Inda qu' incolor tenha o amor primeiro
      Duradouro de olhos cor de mel e boca miúda
      Ao luar daquele coral numa estrela faustosa!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

NA AZÁFAMA DO CARNAVAL


NA AZÁFAMA DO CARNAVAL


O Carnaval é um alegrete de vida, cheio de cor e emoção, onde há flores naturais e artificiais, adornos, serpentinas, papelotes e muitos mais efeitos coloridos. Há vidas reencarnadas em trajes populares e outras fantasias cheias de cor, trabalhando a palavra do mestre carnavalesco. Há também partidas agradáveis, outras menos (bisnagadas, bombas de mau cheiro, farinha e ovos duma outra culinária).
Entrudo é época de "comer de tudo" (feijoadas, bolas de chouriço e outras carnes), de muita tradição e folia servida num tabuleiro de xadrez a preto e branco ornamentado de Rei, Arlequim, Columbina, Pierrot, bobos da corte, peões..., desfilando no centro de vilas e cidades o verde, vermelho e amarelo da bandeira de Portugal, predominando o verde e amarelo do samba (Brasil).
Carnaval é uma festa universal onde reina a sátira e a harmonia das cores numa atitude fantasmagórica. O azul do céu é mote perfeito para uma criação apurada e também palco duma exuberante e colorida chuva de estrelas artificiais, lembrando o arco-íris (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta).
Na azáfama do Carnaval devemos de ter atenção aos excessos, em particular, os de velocidade: conduzir com responsabilidade; atravessar as ruas com prudência. Ter sempre em atenção os sinais emitidos pelos semáforos: vermelho (paragem obrigatória); amarelo (abrandar); e, verde (circular livremente).
E, é circulando livremente que vivemos alegremente! Somente durante três dias, porque é Carnaval: sinónimo de liberdade de expressão. Dando asas à imaginação numa alegre e teatral paleta podemos assim compor uma nova época (de tentações e prazeres), onde os foliões são sobretudo os populares, não perdendo uma para "arreganhar a taxa", pintando máscaras e caretos.

© Ró Mar  

COLORIDO