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segunda-feira, 11 de outubro de 2021

POÉTICA: ACRÓSTICO

 

Desafio Poético: Acróstico | 

Tema Livre


Participantes: Ró Mar, RAADOMINGOS




C-A-S-T-A-N-H-A


      C-astanha é fruto cobiçado,
      A-limento nutritivo,
      S-aboroso e aconchegante;
      T-radição do outono
      A-o inverno e no verão de São Martinho
      N-obel! Há festa de arriba,
      H-á vinho e cantares populares
      A-o serão, a comemos assada!

© Ró Mar | 10/2021

 ◇



O U T U B R O


      O utono.
      U ma estação decorrente deste mês.
      T emperaturas moderadas;
      U m tempo já a puxar para a chuva.
      B otas são aconselháveis impermeáveis,
      R ecomendando-se também agasalhos.
      O frio é um elemento, pois, a ter em conta!

© RAADOMINGOS | 10/2021

 ◇



N A T U R E Z A


      N atureza, minha amada,
      A mor para a vida inteira!
      T erra, mar e céu - esplanada.
      U topia e realidade numa bela fruteira
      R emanesce o ser e o resto é nada!
      E xcelsa paisagem por companheira,
      Z elando por nós e tão maltratada!
      A lvíssaras a quem bem lhe queira.

© Ró Mar | 10/2021

 ◇

P A I X Ã O  E  A M Á L I A


      P- orque o desgosto se permitiu
      A- mar tanto, e porque deixei não sei!
      I- lusão! - Ah, falsa cortina que cobres o meu rosto,
      X- ingas-me roubando a fantasia!
      Ã- o, ão… ao longe o eco do meu coração atordoa-me;
      O- bsessão que não larga a minha cabeça!

      E- lo, não uno que fere!

      A- lma incompreendida a toda a hora,
      M- ar que adentra na solidão!
      Á- gua vertida no corpo que chora;
      L- ágrima que rasga e dilacera,
      I- nfortúnio que reveste o seu coração!
      A- dmirável garganta, perfeito condão!

© RAADOMINGOS | 10/2021

 ◇



H-A-L-L-O-W-E-E-N


      H istória ou lenda?
      A alegoria de fantasmas e bruxinhas,
      L ustre do trinta e um de outubro,
      L amiré de brincadeira carnavalesca,
      O utubro ao rubro!
      W i-fi sempre ---
      E ntusiástico, as abobrinhas
      E mpertigadas, doce ou travessura?
      N um rebolar noite adentro!

© Ró Mar | 10/2021



D I A  DE  T O D O S  O S  S A N T O S


      D- ata do calendário: Um de novembro.
      I- greja católica celebra festa em honra de Todos os Santos.
      A- postólica tradição.

      D- esde o fim do século segundo.
      E- também é dia de honrar os mártires.

      T- radicionalmente é feriado.
      O- rganizam-se festas tradicionais.
      D- ão-se almoços, jantares familiares.
      O- ambiente social é extremamente caloroso.
      S- obremesas, batatas doces, tremoços...

      O- dia também traz outros costumes,
      S- ão usos de idades infantis.

      S- aem à rua e juntam-se em grupos,
      A- s crianças pedem o pão-por-Deus
      N- as portas da sua localidade.
      T -em raízes milenares.
      O -rigem no ritual pagão do culto aos mortos.
      S -aco de pano para colocar as ofertas: romãs.

© RAADOMINGOS | 10/2021



N O S S A   S E N H O R A   D O   R O S Á R I O   

D E   F Á T I M A


   N OSSA SENHORA DE FÁTIMA - "A Aparecida", Maria, a Mãe de Jesus.
   O 13 de MAIO é celebrado mundialmente - dia da primeira "Aparição" da
   S anta, "Virgem Maria", aos "Três Pastorinhos" (Lúcia, Francisco 
                                                            e Jacinta);
   S alve, Fátima! Terra milagrosa, terra de Portugal!
"A parições" as houve de seis em seis meses.

"S OL"- O MILAGRE a 13 de OUTUBRO de 1917, visto por uma multidão,
  E m que sobre a azinheira "Apareceu" e disse: - Eu sou "A Senhora do 
                                                            Rosário"...
"N ossa Senhora do Rosário de Fátima", nome dado pelos fiéis.
  H á um século que se honra a mensagem de penitência e de oração -
"O ração do Rosário". Todos os anos se homenageia e
  R eaviva o "Milagre de Fátima, reafirmando a devoção,
  A través de peregrinações pelos caminhos de Fátima.

  D ia-a-dia os cristãos rezam o "Terço", "Glória a Deus", "Ave-Marias" e
  O s "Mistérios de Cristo" sempre presentes.

  R ezar, rezar, rezar! "O Sinal da Cruz" e muita fé!
  O "Cruxifixo" na mão para rezar "O Credo"
  S anto "Rosário"! À primeira "Conta grande" um "Pai Nosso",
  Á s três "Contas pequenas" três "Ave-Marias";
  R eza-se "Glória ao Pai" e a "Anunciação do arcanjo São Gabriel a Maria";
  I nvoca-se a "Oração de Nossa Senhora de Fátima";
  O ra-se dez "Ave-Marias" e uma "Glória ao Pai" nas dez "Contas 
                                                           pequenas".

  D enotada pelo milagre, a "Cova da Iria" passou a ser de grande culto
  E a nível mundial. Local onde foi construída "A Capelinha das Aparições".

  F átima é desde então "A Cidade Santa"
  Á luz do Universo. A primeira pedra para a construção do "Templo" 
                                                      data de 1928;
  T emplo intitulado pelo Papa Pio XII de "Basílica Menor". A
   I cônica "Basílica de Nossa Senhora do Rosário", a "Capela" e os
"M onumentos religiosos" ao redor formam o
"A ltar do Mundo" - SANTUÁRIO DE FÁTIMA.

© Ró Mar | 10/ 2021


L E N D A   D E   S Ã O   M A R T I N H O


      "Lenda de São Martinho"


      L-"atim, sua etimologia: legenda".
      E- scrita ou tradição oral.
      N- arrativa ou fatos fantásticos.
      D- e essência duvidosa ou incrível.
      A- dulterada pela imaginação.

      D- esta estória que vou narrar,
      E- ntretenham-se a "escutar"!

      S- enhor de nome Martinho e cavaleiro.
      Ã- ã... ã ah é ãh! Gaulês! -Reza a história que em 337, século lX, 
                                            dia 11, regressava a casa.
      O- utono: estação fria que assolava a Europa.

      M- endigava um homem pedindo-lhe esmola.
      A- presentou-lhe em vez de dinheiro, que não tinha, meia capa!
      R- asgara a sua a meio, com a sua espada.
      T- empestade forte, dera lugar a um sol radioso.
      I-  nicia-se esta lenda, como sendo um milagre.
      N- ovembro traz-nos sol como que a relembrar o dia.
      H- oje, festeja-se a data comendo castanhas e bebendo água pé.
      O- tal milagre é conhecido como o "Verão de São Martinho".
 
RAADOMINGOS | 10/2021



O   E L É T R I C O   V I N T E   E   O I T O


 O "Amarelo" é inteligente e passeia pelos típicos bairros lisboetas.

 E
létrico, que data de 1911, tem alma alfacinha e o dom
 L ivre e destemido dum vento soalheiro na dobra do mar português.
 É mais do que transporte, o ponto de encontro com a cultura portuguesa -
 T elas, paisagem, gastronomia, artesanato, tudo num ecossistema 
                                                              fantástico;
 R ei de carris, que nos coroa de boas sensações, trajeto invejável,
 I nigualável, por isso, afamado internacionalmente!
 C omo pode alguém visitar Lisboa e não andar nele?
 O "Vinte e Oito" - mirabolante e secular das sete colinas!

 V iajem lúdica dos Prazeres ao Martim Moniz,
 I tenerário turístico que dá a conhecer o melhor da cidade.
 N uma visita histórica a paisagem tem mais significado,
 T odas as zonas de paragem têm tradição e encanto, especialmente a
 E strela e a Basílica. O elétrico que proporciona conhecer o foco da Capital.

 E stonteante travessia! De Campo de Ourique, por S. Bento ao Adamastor
                                                               em Santa Catarina.

 O Camões, o Chiado da brasileira, a Sé Catedral, o Limoeiro,
                                              as Portas do Sol e Santa Luzia
 I maginando a Graça de Sophia de Mello Breyner beijando o mar -
 T êm o Tejo para sempre! O oceânico sentimento - Sal de Portugal!
 O passeio de "Vinte e Oito" a recordar e a continuidade a (de) pé
                                                      pela encosta até ao Castelo!

© Ró Mar | 10/2021


Sonetos Do Universo | 2021

terça-feira, 4 de agosto de 2020

PARA TODOS OS OUTROS POETAS


PARA TODOS OS OUTROS POETAS


      Poetas: assim continuem
      Amando os vossos poemas
      Rimando p’ra que as palavras flutuem
      Agora e sempre dando bons temas

      Todos sigam em frente
      Orgulhem-se daquilo que fazem
      Dons naturais explorem
      Osculem as palavras como filhos
      Saibam escrevê-las com carinhos

      Organizem ideias vossos trilhos
      Sigam em frente não sozinhos

      Ousados sejam sem remoques
      Ultimem, mas sempre com razão
      Todavia sejam como toques
      Ruidosos clarins do coração
      Outros virão seguir-vos passos
      Semente está lançada vai crescer

      Possível será não ter embaraços
      O sentimento sempre irá crescer
      Envolvendo a loucura e o desejo
      Tão pouco do que ainda resta
      Alvorada nasce num bocejo
      Só tu, poeta, fazes de um verso uma festa.

domingo, 1 de março de 2020

M A R Ç O M A R Ç A G Ã O


M A R Ç O  M A R Ç A G Ã O


       Março é o maior mês do ano!
       Ano que tem muito para contar,
       Recordando manhãs de inverno!
       Ça va! Vivendo tardes de verão
       Onde a primavera reservou lugar!

       Março, mês dedicado à Mulher,
       Ao vento em todas as direcções,
       Recordando o lar e enorme ser!
       Ça va! Vivendo dias de ilusão
       Ao alor dalguma esperança, convicções!
       Garboso, falando dos maiores amores!
       Ãh! Vivendo algumas trinta e uma flores
       Onde o amor não reservou lugar!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

N A T U R A M Á T R I A


N A T U R A   M Á T R I A 



      Natureza que dás tudo:

      Atmosfera e beleza;

      Terra, nosso habitat,

      Universo de riqueza;

      Rios de luz estrelando

      Astros e seres vivos...



      Miraculosa Senhora,

      Ás da vida queremos

      Tela que dê que falar,

      Renovando boa-hora

      [Íris de teu casto olhar]

      A gente que amamos!

domingo, 23 de fevereiro de 2020

A S C O R E S D A V I D A


   A S  C O R E S  D A  V I D A


      Azul oceânico no meu coração,
      Sabe a vida dum amar a cor-de-rosa!

      Cristalino olhar dum branco d' encantar
      Olhando para o amarelo dourado do Sol,
      Recordando vermelho paixão,
      Escorrendo as lágrimas anil a par e par
      Sob a esperança dum verde dia ao arrebol.

      Dia mesclado dum branco e preto num papel
      Amarrotado por uns traços cinza nevoeiro.

      Vida a minha que não tem nenhuma cor definida,
      Inda qu' incolor tenha o amor primeiro
      Duradouro de olhos cor de mel e boca miúda
      Ao luar daquele coral numa estrela faustosa!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

A M E N D O E I R A E M F L O R


A M E N D O E I R A  E M  F L O R



      A lma dócil qu' espalha branco-rosa

      M esclando meio Universo de fresca-beleza,

      E rguendo arbustos a uma nova estação

      N um solstício de luz, qu' espera franqueza

      D ia à dia, trazendo no regaço flor airosa,

      O rnamentando vidas que sonham primavera!

      E m torno d' um tempo sazonal nasce poesia

      I nimaginável, porque o ser humano é moldável,

      R essuscitando Páscoa-a-Páscoa um novo coração,

      A limentando uma natureza sustentável!


      E rguendo a Santa milagrosa no adro de Fátima,

      M emorando história em forma de lágrima!


      F lor primaveril d' olho dourado, quimera

      L inda de viver, nobre fruto cor d' alegria!

      O poema que tem mais qu' amor

      R escrevendo o ciclo d' amendoeira em flor!


ORQUÍDEAS



terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

T E M P O D E C A R N A V A L


T E M P O  D E  C A R N A V A L


      T empo de sair à rua fantasiado p'ra celebrar
      E ntrudo, "vale tudo" brincando alegremente!
      M ascarados de muito género, foliões e gente
      P asseando os carros alegóricos, vidas
      O rnamentando ruas, avenidas...

      D ias de Sol compõem sátiras num sorriso
      E rguendo caretos e matrafonas ao paraíso!

      C orcel desfilando a tradição popular,
      A ndarilhos, palhaços p'la ribalta
      R eferenciando as melgas do sistema atual,
      N uma encenação caricata do trivial!
      A despedida do inverno em alta,
      V erão em três dias p'ra dançar até rebentar
      A o som do samba, outras e lambada,
      L ibertando as almas d' uma outra carnavalada!

© Ró Mar  

domingo, 16 de fevereiro de 2020

O D I A D O S N A M O R A D O S


O  D I A  D O S  N A M O R A D O S


      O dia dos namorados é quando há amor.

      D ia catorze de fevereiro é de São Valentim,
      I nvoca a união e consagração do amor
      A os enamorados, com toques de perlimpimpim!

      D ia de novidades, exotismo, exageros passageiros
      O nde tudo rima com paixão/
      S edução embriagando os namoradeiros.

      N um abrir e fechar de olhos tudo acontece,
      A imaginação é fértil e o amor quer asas pra voar!
      M omentos de cumplicidade e prazer
      O sculando os corações amantes num ápice divino!
      R osas e outras lindas flores são tentação,
      A cor vermelha é a de mais interesse,
      D esde a ponta do pé até à raiz do cabelo a vibrar
      O intenso perfume que compõe o jardim do ser,
      S endo que o amor é o maior hino!